segunda-feira, janeiro 15, 2007

MC Juliana

Juliana, a dancing nurse da família, estava atendendo uma senhorinha que estava muito nervosa, com medo de tirar sangue.
Então, a senhora pediu à Juliana:
-"Tenha cuidado, porque minha veia é bailarina".
Ao que Juliana imediatamente retrucou, dando um rebolada funk:
-"Não tem problema, porque se ela dança, eu danço!"
Ps: minha mãe me contou este caso rapidamente, via msn. Se tem alguma parte faltando, ou relatada errado, por favor, me avisem que eu conserto!

sábado, janeiro 13, 2007

Biel sabe tudo! Ou: Um Shopping no Fim do Mundo.

Biel foi com sua família (mãe, pai, irmã e avó Nancy) a um shopping em Salvador que eles não sabiam bem onde ficava.
Na hora de entrarem, Toco meio atrapalhado, Liane tentando ajudar e as crianças falando.
Aí ao Biel pergunta:
"- Tá muito longe?"
A avó responde:
"- Não, meu filho, no final desta reta já é o shopping."
Ao que o Biel contra ataca:
"- Que reta o quê! A terra é redonda!".

terça-feira, janeiro 09, 2007

Antologia da Daphne: Aprendendo a Ser Social ou O Espetáculo do Crescimento

Quando comecei a trabalhar com captação de recursos, ficava muito ansiosa. Sempre fui muito tímida, e achava que não tinha o savoir faire necessário para aquela função. Por isto, me dedicava arduamente a aprender com pessoas que eu julgava bem mais sociais que eu.
Um dia, haveria a inauguração da nova sede de uma organização parceira da qual eu trabalhava e iríamos lá, fazer um “resco-resco”. Só que a pessoa que iria junto comigo – habilidosa nesta tarefa – se atrasou. Por isto, ela me ligou e disse que eu fosse primeiro e já adiantasse o lobby.
Fui com o coração na mão. O que eu iria falar? Mas fui. Chegando lá, fui tratando de cumprimentar um dos responsáveis pela instituição. Nós já nos conhecíamos e eu o achava mal apresentável, pois, apesar de seu cargo, ele estava todo suado (em plena recepção) e com a blusa aberta até o umbigo. Tomei coragem e parti pra cima dele:
-“Que bom, né, ver que a coisa tá crescendo!”
Obviamente, ele me olhou meio assustado com a minha afirmação. Eu ainda sem sair do salto, resolvi melhorar:
-“Quer dizer, ver que o negócio tá subindo!”
Depois desta, pedi licença, fui pro primeiro canto vago que encontrei no lugar e não saí de lá até que alguém conhecido chegasse!

Antologia da Daphne: Reunião com a Chefia 1

Tive uma chefia que afirmava “adorar o caos”. Por aí, dá para se ter uma idéia de suas atitudes... Um dia, esta chefia resolveu convocar uma reunião. Para “cortar cabeças”. E era um tal de fazer lista de gente que seria mandada embora, que até dava dó.
Lá pelas tantas, já com a lista elaborada, minha chefia vira-se para uma outra pessoa participante da reunião – composta por umas 10 pessoas - e diz:
-“Tem que cortar! Tem que cortar! Só vai ficar quem tem compromisso!”
Ao que eu, que até então me mantivera muda, contra argumentei:
-“Então ficarão todos! Porque todos são casados, chefes de família”!
Nisto, a mesa vira-se toda para mim e diz em uníssono:
-“Compromisso com a instituição, Daphne, com a instituição!”

Ditos do Velho Tátá 2

  • Todo homem é um diabo. Não há mulher que isto negue. Mas todas andam atrás, de um diabo que as carregue.
  • Fui ao médico hoje e ele me receitou uma dieta rigorosa: Cachaça não! Só “parati”! Bebidas, só as nacionais e estrangeiras. E comida, só posso comer de tudo.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Poesias de Família 2

Eurico, o personagem mítico de nossa família, um dia resolveu atacar de poeta. E, admirado dos escritos do Vovô Alexandre ao piano, escreveu um verso também em pautas que estavam sobre o instrumento:
- " Amar
Sem ser amado"...
Deixou o verso sem terminá-lo.
Vovô Alexandre, um tempinho depois, se deparou com aquele início e resolveu concluí-lo:
- "Amar,
Sem ser amado...
É como limpar o cu,
Sem ter cagado..."

Marchinhas do Vovô Octavio 4

Ps: esta foi contribuição do Tátá.
Menina diga a teu pai, que dele eu não tenho medo./ Menina, diga a teu pai, que dele eu não tenho medo.
Eu já dei num aleijado, eu já dei num aleijado...Eu já dei num aleijado, veja que eu não sou brinquedo!

domingo, janeiro 07, 2007

Poesias de Família (Versão em inglês. Por Daphne e Mônica)

"Here comes the moon,
Rounded like Carmen Miranda´s shoes.
The day I don´t see you,
I don´t put beans on fire"!

Poesias de Família

"Lá vem a lua surgindo,
Redonda feito um tamanco.
O dia em que não te vejo,
Não ponho feijão no fogo!"

Marchinhas do Vovô Octavio 3

Um dia, meu pai me disse:/ minha filha, não se case! / Guarde a sua mocidade!/ Mas eu, que já tinha dado meu pobre coração, / disse pro meu velho/ que isto eu não fazia não!
O velho ficou danado!/ De roxo, ficou amarelo/ desceu a escada abaixo/ com uma vara de marmelo:
Toma, filha, casamento!/ toma, filha, casamento!

Ninguém segura este bebê.

Lelê é teimosa. Certamente, é um de seus maiores defeitos. Turrona mesmo. Noutro dia, estava na casa do avô Edson. A mulher do meu pai, Marisa, repetiu a mesma ordem várias vezes e nada da Lelê obedecer. Por fim, Marisa disse:
-" Lecticia, você não está ouvindo não?"
Ela respondeu:
- "Não: tô surda!"

Eurico: o mito 2.

Eurico costumava dizer sobre o personagem de um livro, cujo nome (do livro) ainda não descobrimos:
-" Rocambole? É uma oba maaavioosa! Ele ouba dos ricos pa dar pos pooobres!"

Eurico: o mito.

Eu ainda acho que este Eurico nunca existiu, é lenda da nossa família. Mas me juram que não, então, vamos lá.
    • Ele servia de companhia para a Vovó Oscária que, recém-casada, ficava muito só em casa. E ela tinha medo de fantasma. E Eurico se espichava todo para ficar olhando em direção a outro cômodo da casa, ao que Vovó Oscária perguntava:
    • "- Que isto, menino? Que tanto você olha?"
      E ele respondia:
    • -"Não é nada não! É só a alma da Lalinha, pá lá e pá cá"...
      Ps: Lalinha era uma prima, que falecera há pouco tempo.

Marchinhas do Vovô Octavio 2

Quando o corcunda foi dançar a polca inglesa bateu com a mochila na quina da mesa/ quando o corcunda foi dançar a polca inglesa bateu com a mochila na quina da mesa.
Eu sou corcunda, mas tenho dinheiro, por falta de moça, não fico solteiro. / Eu sou corcunda, mas tenho dinheiro, por falta de moça, não fico solteiro.

Ditos do Velho Tátá

  • Dia de festa, todo mundo sabe: ninguém come na rua! Cada um na sua casa...
  • Ah, e todo mundo também sabe que, dia de festa, é dia de "choppeidança"!
  • Meu avô me telefonava e dizia: "você sabe quem é?" Eu sempre respondia: "não"! E ele completava: " É o Juquinha, dos cabelos louros e dos olhos azuis"!

Orgulho da Dinda 1

Lecticia falou pra minha irmã hoje:
-"Mamãe, eu vou ao shopping hoje, e vou comer batata frita. Ela tá quente, mas a minha dindinha vai esfriar para mim."
Ps: eu sei que para quem lê, esta fala não tem nada de expecional. Mas para mim, é a coisa mais excepcional do mundo. Porque penso que, dentro do pequeno universo da Lelê, o fato dela saber que eu estarei lá para ajudá-la a resolver qualquer problema, é a maior prova de que ela sabe o quanto eu a amo.

Marchinhas do Vovô Octavio 1

Vizinha conta seus patos/ pra ver se falta algum./ Vizinha conta seus patos/ pra ver se falta algum.
Lá em casa tem muita pena/ lá em casa tem muita pena/ lá em casa tem muita pena mas pato não tem nenhum.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Antológica: "Você Pinta?"

Eu não podia inaugurar o blog com outra história que não fosse esta. Isto já virou lenda, "causo" mesmo. Mas eu juro que é verdade, aconteceu comigo, há uns 3, 4 anos...
Minha mãe estava participando de uma vernissage, com sua turma de pintura em tela. Então, como ela estava meio assoberbada, pediu que eu conversasse com seus convidados, a fim de fazer-lhes companhia.
Lá fui eu, cheia de boa intenção, conversar com uma senhorinha que era nossa conhecida por frequentar o mesmo centro que eu há 10 anos. Seu nome também era Terezinha e nós a chamávamos carinhosamente de Teca.
Teca me conhecia há algum tempo, sabia que eu sou incapaz de desenhar até mesmo uma casa sem que esta saia torta. Mas, sabe-se lá porque, no meio do papo que vai e do papo que vem, Tequinha pegou numa mecha de meu cabelo e perguntou: "e você, querida, também pinta?" Eu, de pronto, respondi: " não! Eu fazia luzes, mas como resolvi deixar crescer, estou deixando voltar pra cor natural!"
Silêncio. Olhares. Acredito que ela aguardou que eu risse, pensando que se tratava de galhofa. Mas ela muito se enganara: eu estava falado seríssimo. Silêncio. Olhares. Ao que finalmente, ela completou: "eu estou perguntando se você pinta quadros"... E eu, finalizei: "ah não! eu só pintava o cabelo, quadro eu não pinto não"!
Pano rápido.